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Notícias > Polícia - Atualizado em 27/07/2018 - 07:46:33

Mulher encontrada morta estava em uma relação abusiva
Redação

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O advogado da família de Tatiane Spitzner, que morreu ao cair do quarto andar de um prédio no último domingo (22), no Centro de Guarapuava, afirmou que há indícios de que o relacionamento da vítima com o marido, o professor Luís Felipe Manvailer, havia se tornado abusivo nos últimos meses. O homem, principal suspeito pelo crime, está preso na Penitenciária Industrial de Guarapuava (PIG).

O pai da advogada morta prestou depoimento nesta quinta-feira (26), assim como a irmã e duas amigas da vítima, onde trouxe informações que contradizem o que foi apresentado pela defesa de Manvailer. De acordo com o advogado da família, Gustavo Scandelari, há dois meses o casal passava por diversos problemas e, por isso, Tatiane pretendia pedir o divórcio. “Muitos indícios comprovam que ela queria o divórcio, sendo que chegou a falar para os pais, amigas e até o próprio suspeito [Manvailer], que se recusava a aceitar isso. Há relatos de que ele ficava violento e, nos últimos dois meses, a relação passou a se tornar abusiva em alguns momentos, com agressões verbais e atitudes opressoras”, disse.

Além disso, a afirmação do suspeito de que a advogada teria se jogado da sacada foi refutada por familiares e amigos. “Diversas declarações provam que ela nunca teve comportamento depressivo, e quem conhece ela disse que nunca houve uma menção a suicídio. Laudos muito importantes ainda não foram apresentados e nós estamos aguardando, mas desde já a família e nossa escritório tem condições de dizer que há indícios de um crime bárbaro”, afirmou o advogado.

Scandelari explicou, ainda, que há indicativos de que Manvailer tentou limpar a cena do crime, e que a forma como o professor de comportou após a morte da esposa é algo ‘difícil de compreender’. “O argumento de que estava desesperado nada mais é que aparentemente um argumento defensivo e, claro, deve ter o crédito que merece. Mas é difícil compreender e aceitar que um marido que ama sua esposa não tenha pedido socorro ou ligado para alguém. Era um parapeito alto, impossível de ser superado rapidamente. Ele diz que estava correndo e que por um lapso não a alcançou. Porém, ao chegar até à sacada, ela teria que parar, colocar as mãos para cima e fazer força para conseguir pular, o que daria tempo dele a alcançar”.

Manvailer segue preso em uma ala especial da PIG desde a última terça-feira (24).


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