Carregando...

Notícias > Polícia - Atualizado em 14/05/2018 - 18:09:41

Tribunal de Justiça do Paraná mantém falência da Averama
Redação

Imprimir está Notícia   Comentar está Notícia   Enviar está Notícia

O Tribunal de Justiça do Paraná manteve a decisão tomada a pedido da juíza Fernanda Dornelles, da Comarca de Cidade Gaúcha, no final do ano passado que decretou a falência da Indústria de Frangos Averama. Aproximadamente 1500 ex-funcionários ainda esperam pelo pagamento do acerto depois da demissão em massa, que aconteceu em 2016, quando a empresa encerrou as atividades.

De acordo com os representantes da Averama, a decisão do TJ foi expedida na última quinta-feira (10) e foi mantida a falência da indústria.

O Sindicato dos Empregados nas Indústrias de Alimentos de Umuarama aguarda a divulgação da Justiça para repassar aos ex-funcionários como será feito o pagamento, já que a decisão ainda poderá ser revertida, pois de acordo com o grupo responsável pela gestão da Averama, um recurso será impetrado junto ao Superior Tribunal de Justiça.

Um dos representantes informou que nesta terça-feira (15) se reúne com advogados para elaborar as estratégias a serem tomadas.

A decisão já vinha dificultando o caminho para a recuperação da empresa, que chegou a abater cerca de 300 mil aves/dia e empregou 3.000 pessoas diretamente em toda a região.

Mobilização

Representantes do grupo que controla a Averama, que é composto por 16 empresas, entre concessionárias de veículos, abatedouro, frigoríficos e de transportes, chegaram a se mobilizar no final do ano passado. O intuito foi mostrar aos credores e empreendedores que a região Noroeste não apresenta a mesma instabilidade política e econômica que se verifica no resto do País e têm condições para a retomada das atividades, ainda que seja necessário firmar parceria com outro grupo do setor.

Para tanto, um manifesto foi elaborado e assinado por lideranças políticas e empresariais de pelo menos 40 municípios do Paraná.

De acordo com os diretores da Averama, a decisão judicial causa insegurança jurídica e pode afastar possíveis empreendedores. Por isso, a empresa busca alternativas que satisfaçam os credores e preservem o complexo industrial de Umuarama e de Rondon, evitando que a estrutura se transforme em uma sucata irrecuperável.

Crise do milho

A empresa encerrou o funcionamento depois que sofreu com a crise do milho, principal insumo da ração das aves, que subiu em média 59% entre os anos de 2014 e 2015. A instabilidade econômica também é apontada como causadora do processo, bem como o cenário político nacional.

Os representantes do grupo relataram que a decisão foi de paralisar a operação para não aumentar os danos à empresa por conta dessas instabilidades, pois àquela época já havia a intenção de realizar a venda, o arrendamento ou até mesmo a associação a outro grupo mais forte que possibilitasse a manutenção da Averama no mercado.

Tais negociações foram também paralisadas quando aconteceu o impeachment de Dilma Rousseff. Foi neste momento que os empreendedores estrangeiros, até então interessados, se ‘recolheram’ e ficaram no aguardo de uma estabilidade política nacional.


Comentários


Marcelo - 14/05/2018 - 19:44:54

Deu o calote nos funcionários e outros. Não paga porquê não quer!!

Nome Completo:
E-mail:
Comentário: