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Notícias > Política - Atualizado em 18/11/2017 - 09:23:10

Governo Richa quer comprar da Odebrecht projeto de rodovia que seria pedagiada
Redação

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Na tentativa de atacar os problemas de uma das rodovias mais perigosas e precárias do estado, o governo do Paraná está em negociação para comprar o projeto das obras que deveriam ter sido feitas pela Odebrecht na PR-323. O trecho rodoviário que liga Maringá a Guaíra seria a primeira Parceria Público Privada (PPP) do Paraná, mas a proposta não avançou diante de vários problemas enfrentados à época pelo governo e também pela empreiteira. Depois de concordarem em romper o acordo firmado em 2014, agora os dois lados avaliam a possibilidade de que ao menos parte dos projetos de engenharia seja cedida para que o próprio Poder Público toque a obra.

Ainda não foram definidos valores nem mesmo quanto do projeto original será comprado. A proposta inicial era duplicar todo o trecho entre Paiçandu e Francisco Alves, num total de 207 quilômetros. Contudo, agora se fala numa duplicação bem menor. Em resposta à Gazeta do Povo, o Departamento de Estradas de Rodagem (DER-PR) informou que “ainda não há uma definição sobre todo volume de obras. No entanto, a intenção seria inicialmente fazer a duplicação de dois trechos, que seriam a duplicação de 10,9 quilômetros entre o município de Paiçandu e a localidade de Água Boa e a duplicação de 4 quilômetros entre Umuarama e o entroncamento com a PR-468, rodovia de acesso para Mariluz”.

Governo e Odebrecht chegaram a um acordo amigável sobre o rompimento do contrato, em maio, para que nenhum lado pleiteasse indenizações. Segundo o secretário-chefe da Casa Civil, Valdir Rossoni (PSDB), a ideia agora é fazer a obra e não cobrar pedágio. Ele explicou que quando o projeto foi proposto, em 2013, o governo não tinha dinheiro para fazer as duplicações e tinha a pretensão de fazer uma rodovia ousada. Agora, o cenário econômico teria melhorado, viabilizando pelo menos parte da proposta. A administração estadual fez uma consulta ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-PR) para saber como poderia ser feita a aquisição do projeto de engenharia. Também seria necessária uma adequação do projeto aos padrões técnicos do DER. A Odebrecht se limitou a confirmar que o rompimento amigável do contrato de concessão e que a negociação para a compra do projeto existe.


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