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Notícias > Colunistas - Atualizado em 07/01/2011 - 11:42:52

Que se cumpram as promessas
Redação

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No primeiro dia deste ano de 2011 assumiram os candidatos eleitos para os cargos de deputados estaduais, deputados distritais, deputados federais, senadores, governadores e a primeira mulher a presidir nosso país, Dilma Rousseff, a mesma terá sobre seus ombros o peso de administrar o Brasil, oitava economia mundial, com crescimento de 8% obtido em 2010, a mesma terá pela frente grandes missões, para não dizer grandes desafios, o crescimento registrado em 2010 não deve ser o mesmo e sim mais modesto, pois, falta estrutura para suportar um crescimento mais vigoroso. O cambio valorizado já recebeu atenção do governo federal na última quinta-feira com nova política do Banco Central para a comercialização do dólar, que influi diretamente no sucesso das exportações de nossas indústrias, sem contar o excesso de tributos e burocracias que atrapalha diretamente no crescimento das mesmas.


Sem experiência política Dilma Rousseff terá que acomodar interesses conflitantes dos partidos que a apoiaram e lidar de modo positivo com a sombra do governo Lula, deste governo que termina a presidente mantém parte do ministério, mas de acordo com um de seus assessores “Dilma vai se revelar uma presidente mais operacional do que o Lula, debruçando-se sobre as questões, estabelecendo metas e cobrando resultados”.
 

No curto prazo o governo deverá solucionar a ameaça de um surto inflacionário, as contas publicas que pioram com o inchaço da máquina pública e áreas que merecem atendimento urgente, educação, saúde e segurança. Em entrevista concedida ao jornal americano The Washington Post, Dilma sinalizou uma mudança na política externa, afirmando que estreitará os laços com a Casa Branca, de acordo com o cientista político da UNB, David Fleischer, “Ela deve adotar uma política externa pragmática abandonando o viés antiamericanista do último governo Lula”. 2011 deverá ser um ano com muito trabalho no Congresso Nacional, pois o mesmo será palco de discussões importantes como a reforma tributária e política, estas, promessas da campanha petista.


A política externa brasileira é algo que nunca está em pauta no plano de prioridades governamentais, mas deve ter seu momento de importância urgentemente devido ao crescimento de nossas empresas no exterior, esse costume de “desmazelo” com os tratados bilaterais firmados com os outros países foi apreendido no passado, onde não havia quantidade considerável de empresas brasileiras instaladas pelo mundo que justificasse medidas de proteção, hoje há 40 transnacionais verde-amarelas que investiram mais de 27 bilhões de dólares no exterior em 2010, mas nada mudou na nossa diplomacia. O Brasil celebrou 14 tratados, mas não ratificou nenhum, isso significa que o governo brasileiro não obteve êxito em nenhum tratado, ficando atrás de muitos outros países que chancelaram resultados positivos, tais como China, Índia, Chile e Rússia, de acordo com o advogado de direito internacional, Eduardo Matias, “O Brasil precisa acordar” e rápido.


E quem irá cobrar para que tantas promessas sejam cumpridas seremos nós, cada um de nós tem suas expectativas para as metas governamentais, tanto pessoas físicas como jurídicas, de quem precisa de escola, hospitais e segurança, como empresas que precisam de menos impostos e mais garantias para que possam crescer com saúde e sustentabilidade, inclusive, garantias internacionais.


Um forte abraço a todos.
Tiago Stavarengo.


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