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Notícias > Nacional - Atualizado em 21/01/2021 - 09:43:41

Médicas da polêmica do ‘fura fila’ em Manaus foram nomeadas na véspera
Silva JR

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As médicas recém-formadas Gabrielle e Isabelle Kirk Maddy Lins foram nomeadas sem contrato, diretamente pelo gabinete da Prefeitura de Manaus, em cargos comissionados para trabalhar em unidades de saúde que atendem pacientes com Covid-19.

A informação é do próprio prefeito David Almeida, que justificou em vídeo nas redes sociais na noite desta terça-feira, 19, que não deu tempo de fazer contrato. No Diário Oficial Eletrônico do Município as nomeações são assinadas pelo prefeito e não pela secretária municipal de Saúde, Shádia Fraxe.

As irmãs gêmeas se envolveram em uma polêmica após compartilharem imagens nas redes sociais recebendo a primeira dose da vacina contra a Covid-19 nesta terça-feira. Ambas foram acusadas de “furar a fila” por serem filhas dos donos da Universidade e Hospital Nilton Lins, com o qual a prefeitura tem contrato para funcionamento de Unidade Básica de Saúde. 

Em nota, a Prefeitura negou irregularidades e informou que se encontram nomeadas e atuando legitimamente no plantão da UBS Nilton Lins, para a qual foram designadas.

No vídeo, David alega que estão com déficit de médicos e por isso as irmãs e outros nomes foram selecionados. Porém, o prefeito não informa que critérios usou para escolher as profissionais.

“Nós estamos com aproximadamente 122 médicos afastados. Você não tem ideia da dificuldade de conseguir médicos. E nós estamos diariamente atrás de médicos e conseguimos dez médicos, que pela primeira vez se nomeou médico do gabinete do prefeito. São vagas da Prefeitura, não vai dar tempo de fazer contrato”, disse.

No Diário Oficial do Município também não consta de que forma foram selecionadas. A nomeação de Gabrielle Lins ocorreu na segunda-feira, 18, um dia antes do início da vacinação. Já Isabelle Lins foi nomeada no dia que a imunização começou, terça-feira, 19. Apesar de contratadas nesta semana, ambas foram nomeadas com efeitos retroativos a 1º de janeiro deste ano.

Segundo David, as irmãs Lins estavam em plantão quando as equipes da Semsa chegaram para a vacinação. “E as médicas que tiraram (foto) foram imunizadas hoje estavam em serviço. Elas estavam no seu plantão e quando a equipe chegou lá na unidade elas simplesmente tiraram o jaleco e foram vacinadas”, afirmou.

“Portanto a prefeitura não cometeu nenhum ato ilícito, muito menos os vacinadores, as nossas equipes. É que hoje se cria uma polêmica muito grande”, disse.

Desde o ano passado o Município vem realizado contratações temporárias e emergenciais para o combate à Covid-19 em Manaus, mas a maioria é proveniente de cadastro reserva no Processo Seletivo Simplificado (PSS), do Edital nº 002/2017, ou doEdital de Chamamento Público Emergencial para Contratação Temporária n° 002/2020- SEMSA/MANAUS, de maio de 2020.

Ao contrário dos demais profissionais, que são contratados em regime emergencial por somente seis meses, não é informado se no caso das médicas Lins é algo temporário ou permanente.

ATUAL questionou a Semsa (Secretaria Municipal de Saúde) sobre o critério para a escolha das médicas, e dos demais nomeados com elas, e se essa contratação é temporária ou permanente. Mas até a publicação desta matéria não houve resposta.

Fonte Amazonas Atual


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